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  • Carolina Fernandes

Colaboração no trabalho em 2023: Previsões feitas por especialistas



O Laboratório de Inovação no Trabalho do Asana divulgou sua pesquisa de tendências sobre Colaboração em 2023, pautado nos insights de especialistas da área de gestão e desenvolvimento, como Adam Grant, Lindsey Cameron e Michael Arena.
Como vocês verão, as 12 previsões foram feitas com base em evidências, ou seja, as chances de serem assertivas são grandes. Vamos lá:

1. A rotatividade de funcionários continuará aumentando e as lideranças precisam geri-la de forma personalizada

Evidências: A partir da pandemia, quase metade dos funcionários vem repensando sua relação com a empresa por conta de questões como flexibilidade, novos acordos de trabalho e falta de apoio psico-social. Outra questão é que as demissões estão acontecendo coletivamente, e não mais de forma isolada.
Como agir: As lideranças precisam prestar atenção ao efeito cascata que acontece depois que uma pessoa é desligada, pois isso afeta toda uma rede. Fazer somente uma entrevista de desligamento e notificar a equipe não cuida do impacto real da mudança, é preciso ajudar o grupo a responder às mudanças estruturais.

2. Os trabalhadores precisarão contar com novas formas de conexão para colaborar de forma mais eficaz

Evidência: O trabalho remoto diminuiu a comunicação entre as pessoas, principalmente a síncrona. Hoje há mais silos e menos conversas em tempo real.
Como agir: Ter pessoas com uma função de “ponte”, que coordenem formalmente a comunicação entre times, alinhando projetos, pessoas e metas.

3. As empresas continuarão a depender dos gerentes intermediários

Evidência: A mudança brusca para o trabalho remoto acabou sobrecarregando bastante os gerentes intermediários. Eles tiveram que adaptar suas equipes ao trabalho remoto, supri-los com informações que não existiam e ainda traduzir as orientações da liderança. Isso tudo com poucos recursos.
Como agir: Para evitar que os gerentes intermediários percam o foco do que é mais importante, eles precisam desenvolver a habilidade de trabalhar multifuncionalmente, entendendo profundamente o que facilita e atrapalha a colaboração nas equipes. E isso vai exigir muito treinamento!

4. Reduzir a sobrecarga se tornará ainda mais importante

Evidência: 44% dos colaboradores enfrentaram níveis recordes de stress neste último ano. A baixa sensação de bem estar está ligada a cargas de trabalho pesadas, atividades estressantes e longas jornadas. É mais alarmante ainda a desconexão dos líderes com a realidade dos funcionários.
Como agir: Ter mais clareza sobre como você e as outras pessoas estão trabalhando pode ajudar a eliminar tarefas desnecessárias, a alocar seu tempo em tarefas de maior impacto e solicitar colaboração com mais eficiência. Um painel com informações sobre os trabalhos em andamento na área pode ser uma boa ferramenta para ajudar a re-avaliar prioridades.

5. A inovação depende de conexões informais, que estão diminuindo

Evidência: Conexões informais como uma conversa casual podem gerar inovação como ideias para um novo produto ou campanha. Mas as empresas viram uma redução drástica dessa atividade por conta do trabalho remoto.

Como agir: O trabalho híbrido coordenado, ou seja, as pessoas indo ao escritório nos mesmos dias, pode ser uma oportunidade para que elas se encontrem e gerem trocas enriquecedoras.

6. As organizações precisam reinventar maneiras de ajudar os funcionários a trabalhar no espaço e no tempo

Evidência: Uma pesquisa da Rhymer encontrou 3 fatores principais que promovem a colaboração assíncrona:
-Um local / plataforma onde as informações são claras, incontestáveis e universalmente aceitas.
-Um processo de tomada de decisão documentado, onde pode-se ver com clareza como as decisões de forma assíncrona foram tomadas.
-Iteração em tempo real. A hesitação de muitas empresas tradicionais em distribuir projetos ou propostas antes de serem lapidadas gera grandes atrasos.

Como agir: Investir em uma plataforma centralizada, mantendo-a atualizada é o primeiro passo para cuidar dos dois primeiros pontos. O terceiro será desenvolvido através de uma nova mentalidade, onde os líderes terão que encorajar os colaboradores a errar para progredir nos projetos, em vez de buscar a perfeição.

7. Espaços de trabalho privados voltarão

Evidência: Apesar de muito se falar em escritórios abertos (sem paredes), pesquisas mostram que eles são menos produtivos e colaborativos do que os escritórios privados. Isso porque as pessoas inventam "paredes psicológicas” para terem mais foco e concentração.
Como agir: Para quem vai voltar ao trabalho híbrido e/ou no escritório, é preciso ter mais espaços de trabalho privados, para aumentar a privacidade visual e sonora.

8. A inovação vai reduzir o custo de coordenação e facilitar a colaboração

Evidências: Algumas empresas tomaram atitudes importantes durante os últimos anos para reduzir a ineficiência no trabalho, como diminuição de e-mails, reuniões e atualizações de status.
Como agir: Pequenas mudanças podem ser eficazes quando falamos de colaboração entre centenas ou milhares de funcionários. Uma troca na configuração do email, como “responder a todos” por exemplo, pode reduzir o tempo gasto com e-mails desnecessários.

9. A priorização se tornará mais desafiadora

Evidências: O excesso de prioridades gera menos resultados — qualidade inferior, atrasos desnecessários e uma sobrecarga de trabalho enorme. Geralmente isso acontece por conta de metas desalinhadas e demandas que concorrem entre si.
Como agir: Se as lideranças puderem ver (ex. em um painel) as cargas de trabalho individuais antes de atribuir o trabalho, elas poderão avaliar o quanto os colaboradores estão sobrecarregados. Os funcionários também podem ajudar os líderes a entender os impactos de dizer “sim” para uma nova demanda.

10. A comunicação redundante — quando bem feita — ajudará as equipes a realizar mais

Evidências: Uma pesquisa da Gerber mostra que lideranças que repetiam várias vezes a mesma informação para seu time, conseguia conduzir projetos de forma mais eficiente.
Como agir: Simplificar a comunicação em uma plataforma central e assíncrona permite que os colaboradores tenham as informações de que precisam sem perder tempo e energia.

11. A demanda por freelancers aumentará em empresas, grandes e pequenas

Evidência: Desde a pandemia, pequenas e grandes empresas estão cada vez mais contratando freelancers para reduzir gastos.
Como agir: Ao invés de tratá-los como figuras externas e dispensáveis, as empresas precisarão criar processos e estruturas que apoiem melhor a contração e o trabalho colaborativo do freelancer, dando acesso a recursos e informações da organização, assim como promovendo mais conexão com os próprios funcionários.

12. Para se beneficiar de algoritmos e IA, os cientistas de dados precisarão colaborar de novas maneiras com os especialistas

Evidência: Pesquisas mostram que o trabalho com algoritmos é muito mais eficaz quando há um conhecimento produzido pelo cientista de dados em conjunto com o profissional que está usando os dados em seu trabalho.
Como agir: Mais do que investir em novas tecnologias, as empresas precisam entender o impacto dessas tecnologias nas áreas operacionais. Se não houver extrema colaboração entre profissionais e cientistas, poderá haver uma resistência grande em adotar o novo mindset.

Precisamos repensar a colaboração como um imperativo comercial essencial Em 2023, aprimorar a colaboração será uma das poucas coisas realmente importantes para as organizações. A colaboração não só vai permitir que as empresas sobrevivam a esses tempos sombrios, ela vai reorganizar as estruturas para que se promova real geração de valor.

Acesse o relatório original aqui: https://assets.asana.biz/m/4e837811090b4c42/original/pdf-WIL-predictions-report.pdf
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